DOM ERWIN KRÄUTLER, CPPS
0133

BISPO PRELADO EMÉRITO
DIOCESE DE XINGU-ALTAMIRA
DESDE
23 de dezembro de 2015
DATA DE NASCIMENTO
12 de julho de 1939
LOCAL DE NASCIMENTO
KOBLACH – ÁUSTRIA
DATA DE ORDENAÇÃO EPISCOPAL
25 de janeiro de 1981
LOCAL DE ORDENAÇÃO EPISCOPAL
ALTAMIRA – PA
CARGO NA CNBB
SEM CARGO NA CNBB
BREVE BIOGRAFIA
Dom Erwin Kräutler, nascido na Áustria em 1939, é um religioso e bispo católico que dedicou sua vida ao Brasil. Ordenado padre em 1965, foi enviado ainda nesse ano como missionário para a Prelazia do Xingu, no Pará, onde seu tio também era bispo. Antes de assumir o episcopado, atuou em diversas funções pastorais e educacionais na região de Altamira, tornando-se vigário, professor e pároco, e recebendo a cidadania brasileira em 1981.
Sua elevação ao episcopado ocorreu em 1980, quando foi nomeado pelo Papa João Paulo II como bispo coadjutor do Xingu, sendo ordenado em janeiro de 1981. Em setembro do mesmo ano, sucedeu a seu tio e tornou-se o bispo prelado do Xingu, cargo que ocupou por décadas. Durante seu episcopado, assumiu posições de destaque na Igreja do Brasil, como a presidência do Conselho Indigenista Missionário (CIMI) e participação em conferências episcopais continentais.
A atuação de Dom Erwin Kräutler foi marcada por uma incansável defesa dos direitos dos povos indígenas e comunidades tradicionais da Amazônia, assim como pela preservação ambiental. Ele foi um aliado da irmã Dorothy Stang e, como ela, tornou-se alvo de ameaças e ataques devido às suas denúncias contra grileiros, madeireiros e grandes projetos, como a Usina de Belo Monte. Um acidente de carro suspeito em 1987, que tirou a vida de um padre que o acompanhava, é considerado uma tentativa de assassinato, obrigando-o a viver, por anos, sob proteção policial.
Ao longo de sua trajetória, Dom Erwin recebeu significativo reconhecimento internacional por seu trabalho, incluindo o Prêmio Right Livelihood (conhecido como "Nobel Alternativo") em 2010, além de diversas outras honrarias nacionais e internacionais por sua luta em defesa dos direitos humanos e do meio ambiente. Ele renunciou ao cargo de bispo do Xingu em 2015, após o Papa Francisco aceitar seu pedido, encerrando uma era de décadas à frente da prelazia.
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