DOM JOSÉ CARDOSO SOBRINHO, OCarm
0269

ARCEBISPO EMÉRITO
ARQUIDIOCESE DE OLINDA E RECIFE
DESDE
1 de junho de 2009
DATA DE NASCIMENTO
30 de junho de 1933
LOCAL DE NASCIMENTO
CARUARU – PE
DATA DE ORDENAÇÃO EPISCOPAL
27 de maio de 1979
LOCAL DE ORDENAÇÃO EPISCOPAL
ROMA – ITÁLIA
CARGO NA CNBB
SEM CARGO NA CNBB
BREVE BIOGRAFIA
Dom Frei José Cardoso Sobrinho, nascido em 30 de junho de 1933 em Caruaru (PE), é arcebispo emérito de Olinda e Recife e membro da Ordem do Carmo. Ingressou no seminário ainda jovem, estudou nos centros formativos carmelitanos em Goiana e São Paulo e completou sua formação em Roma, onde cursou Teologia, Direito Civil e Direito Canônico. Ordenou-se presbítero em 1957 e concluiu o doutorado in utroque iure pela Pontifícia Universidade Gregoriana em 1966. Sua sólida formação acadêmica o levou a lecionar Direito Canônico e a exercer funções importantes dentro da ordem carmelitana.
Foi nomeado bispo de Paracatu em 1979, recebendo a ordenação episcopal das mãos do Papa João Paulo II. Em 1985, foi transferido para a Arquidiocese de Olinda e Recife, sucedendo Dom Hélder Câmara. Sua nomeação representou a continuidade da política de Roma de fortalecer a disciplina doutrinal após o período da ditadura militar, especialmente em dioceses marcadas pela Teologia da Libertação. Nesse contexto, Dom José tomou decisões de forte impacto, como o fechamento do Instituto Teológico do Recife (ITER) e do Seminário Nordeste II, além da remoção de padres ligados ao movimento teológico.
Durante o episcopado, também exerceu influência nacional, sendo presidente do Regional Nordeste 2 da CNBB entre 1987 e 1991 e recebendo, em 1993, a comenda da Ordem do Mérito Militar. No entanto, sua gestão foi marcada por controvérsias, sobretudo pelo posicionamento firme na defesa da doutrina moral católica e pelo recurso frequente ao Direito Canônico para tratar questões pastorais e sociais. Seu lema episcopal, In Obsequio Jesu Christi, expressa sua visão de fidelidade absoluta à tradição e às normas da Igreja.
Dom José tornou-se amplamente conhecido no Brasil em 2009, quando declarou excomungados a mãe e os médicos envolvidos no aborto de uma menina de nove anos estuprada pelo padrasto. A afirmação gerou forte repercussão política, eclesial e internacional, sendo contestada por autoridades civis, por setores da CNBB e pelo jornal do Vaticano. Após completar 75 anos, apresentou renúncia em 2008, que foi aceita no ano seguinte. Hoje reside em Goiana (PE), na Diocese de Nazaré, permanecendo como referência de rigor doutrinário no episcopado brasileiro.
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