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Feliz dia dos pais para o pai de Jesus

  • Foto do escritor: Rodrigo M. de Abreu
    Rodrigo M. de Abreu
  • 10 de ago. de 2025
  • 5 min de leitura

A História do Dia dos Pais no Brasil


O Dia dos Pais no Brasil é celebrado no segundo domingo de agosto, uma tradição que remonta ao ano de 1953. A data foi estabelecida pelo publicitário Sylvio Bhering, em uma campanha publicitária para a loja Mesbla, no Rio de Janeiro. A escolha do mês de agosto foi estratégica: ficava exatamente quatro meses após o Dia das Mães (segundo domingo de maio) e antecedia o aquecimento das vendas para o Natal.


Diferentemente dos Estados Unidos, onde o Dia dos Pais é celebrado no terceiro domingo de junho desde 1972, o Brasil optou por criar sua própria tradição. A data rapidamente se consolidou na cultura nacional, tornando-se um momento especial para honrar e reconhecer o papel fundamental dos pais na sociedade e na família.


São José: O Modelo Perfeito de Paternidade


Quando falamos de paternidade exemplar, não podemos deixar de olhar para São José, o pai adotivo de Jesus Cristo. Embora não fosse o pai biológico do Salvador, José assumiu plenamente seu papel paternal, demonstrando virtudes que todo pai deveria cultivar. Sua figura nos oferece um modelo atemporal de como exercer a paternidade com amor, responsabilidade e fé.


A Obediência como Fundamento da Liderança


São José demonstrou uma obediência exemplar à vontade de Deus, mesmo quando não compreendia completamente os planos divinos. Ao aceitar Maria como esposa, mesmo diante do mistério da Encarnação, José mostrou que um pai verdadeiro deve saber obedecer a princípios superiores para poder liderar sua família adequadamente.


Na paternidade moderna, essa virtude se traduz na capacidade de seguir valores morais sólidos, mesmo quando a sociedade propõe caminhos mais fáceis. O pai que cultiva a obediência aos princípios éticos ensina aos filhos o valor da integridade e do caráter firme.


A Coragem Diante das Adversidades


São José demonstrou coragem extraordinária em múltiplos momentos: ao assumir a responsabilidade de cuidar de Maria e de Jesus, ao fugir para o Egito quando Herodes ameaçou a vida do Menino, e ao retornar quando foi seguro. Sua coragem não era imprudente, mas sim prudente e protetora.


Todo pai enfrenta momentos que exigem coragem para: tomar decisões difíceis, proteger a família de perigos, admitir erros e perseverar diante das dificuldades financeiras ou pessoais. A coragem paterna é aquela que se manifesta no amor protetor e na determinação de fazer o que é certo.


A Humildade que Edifica


São José era um carpinteiro, um trabalhador manual. Ele abraçou sua condição com dignidade e humildade, ensinando a Jesus o valor do trabalho honesto. Sua humildade não era fraqueza, mas sim a força de quem conhece seu lugar no plano de Deus.


A humildade paterna se expressa na capacidade de reconhecer limitações, pedir desculpas quando necessário, aprender com os filhos e não deixar que o orgulho prejudique os relacionamentos familiares. O pai humilde é aquele que está disposto a crescer e a se adaptar às necessidades de sua família.


O Silêncio Eloquente


Uma das características mais marcantes de São José é seu silêncio. Os Evangelhos não registram nenhuma palavra sua, mas suas ações falam mais alto que qualquer discurso. Ele nos ensina que, muitas vezes, o exemplo vale mais que mil palavras.


Na paternidade, isso se traduz na importância de ser um modelo vivo dos valores que desejamos transmitir. O pai que pratica a honestidade, a justiça e a compaixão em suas ações cotidianas ensina de forma mais eficaz do que aquele que apenas discursa sobre essas virtudes.


A Proteção Vigilante


São José foi o protetor da Sagrada Família, sempre atento aos perigos e pronto para agir quando necessário. Sua proteção não era possessiva, mas cuidadosa e previdente. Ele sabia quando era hora de agir e quando era hora de confiar.


O pai moderno deve exercer essa mesma proteção vigilante: estar atento aos perigos reais que rondam os filhos, desde os riscos físicos até as influências negativas, sempre equilibrando cuidado com liberdade, proteção com crescimento pessoal dos filhos.


A Provisão Responsável


Como chefe de família, José assumiu a responsabilidade de prover o sustento material para Maria e Jesus. Trabalhou honestamente como carpinteiro, ensinando uma profissão a seu Filho e demonstrando que o trabalho dignifica o homem.


A provisão paterna vai além do aspecto financeiro: inclui tempo de qualidade, atenção emocional, orientação moral e exemplo de vida. O pai provedor é aquele que oferece aos filhos não apenas o necessário para o corpo, mas também o alimento para a alma e o espírito.


A Fé que Sustenta


Mesmo diante de situações extraordinárias e incompreensíveis, São José manteve sua fé inabalável. Ele confiou nos anjos que lhe falaram em sonhos e acreditou no plano de Deus, mesmo quando esse plano exigia dele sacrifícios e renúncias.


A fé paterna é fundamental para atravessar as crises familiares, para manter a esperança nos momentos difíceis e para transmitir aos filhos uma visão de mundo que vai além das circunstâncias imediatas. O pai de fé é âncora emocional e espiritual para toda a família.


A Paternidade como Vocação Sagrada


São José nos mostra que a paternidade é muito mais que um acidente biológico ou uma responsabilidade social: é uma vocação sagrada. Assim como José foi chamado por Deus para ser pai de Jesus, todo homem que se torna pai recebe um chamado divino para participar da obra criadora e educadora de Deus.


Essa perspectiva eleva a paternidade a um patamar superior, onde cada gesto de cuidado, cada palavra de orientação, cada momento de presença se torna uma colaboração com o plano divino para a humanidade.


O Legado Eterno


Neste Dia dos Pais, celebramos não apenas os pais biológicos, mas todos os homens que assumem papéis paternais em nossa sociedade: padrastos, avôs, tios, padrinhos, mentores e amigos que exercem influência paterna na vida de crianças e jovens.


São José nos lembra que a verdadeira paternidade não se mede pela quantidade de DNA compartilhado, mas pela qualidade do amor oferecido, pela consistência da presença e pela profundidade do compromisso assumido.


Conclusão


Num tempo em que a paternidade vem sendo atacada e a masculinidade vem sendo diminuída, o segundo domingo de agosto nos oferece uma oportunidade preciosa de refletir sobre o papel fundamental dos bons pais em nossa sociedade. Inspirados no exemplo de São José, somos chamados a reconhecer que a paternidade é um ministério que exige virtudes sólidas: obediência aos princípios corretos, coragem para proteger e prover, humildade para crescer e aprender, sabedoria para saber quando falar e quando calar, vigilância para proteger sem sufocar, responsabilidade para prover de forma integral e fé e submissão a Deus para sustentar a família nos momentos difíceis.


Que cada pai encontre em São José não apenas um modelo a ser admirado, mas um intercessor poderoso que o ajude a crescer na arte sagrada de ser pai. E que cada filho reconheça, no amor imperfeito mas sincero de seu pai terreno, um reflexo do amor perfeito do Pai celestial.


Feliz Dia dos Pais a todos os homens que, como São José, abraçaram a nobre missão de conduzir, proteger e amar uma família, construindo assim um mundo melhor, uma criança de cada vez.

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